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Guilherme Cardoso
Entra ano, sai ano, carnaval,
semana santa, festas de final de ano, feriados escolares, recessos, e o
problema da mobilidade das pessoas continua sendo um tormento. Aeroportos
lotados, transportes rodoviários ruins, estradas péssimas e perigosas,
acidentes e mortes rondam as viagens dos brasileiros. Cenário de quem precisa
utilizar as estradas e rodovias estaduais e federais.
O mesmo acontece no transporte
coletivo de passageiros nas capitais e cidades das regiões metropolitanas. Um
caos que se repete diariamente para quem se utiliza dos carros particulares,
ônibus e da única linha de metrô, como o da cidade de Belo Horizonte. Que
diferentemente do Rio de Janeiro e São Paulo, não possui linhas auxiliares de
trens suburbanos como modal de transporte de passageiros. Um desrespeito com
os usuários.
Promessas têm demais, aparecem na
mídia sempre, projetos nunca são executados. É um cínico jogo de empurra
entre órgãos e entidades governamentais. Total incompetência. Prefeituras de
um lado, governos estadual e federal de outro. Este diz que liberou verbas,
aquele alega não saber onde está o dinheiro, o outro não tem projetos
prontos. É o que acontece com a BR 381, Anel Rodoviário e os trens de
passageiros.
Presidenta Dilma veio a Minas três
vezes, ofereceu bilhões de reais para obras de mobilidade urbana, já se
passaram dois anos, não apareceram projetos, apenas estudos, saiu agora uma
licitação confusa da Metrominas para o metrô de BH, não deve atrair interessados.
Mais de um ano, Governo do Estado
garantiu voltar com os trens de passageiros no trecho Sete Lagoas, Contagem,
e nada de prático aconteceu até agora. Prefeituras de Contagem e Betim
informaram acordo com a FCA, concessionária de transporte de cargas, prometeram
trem de passageiros ligando as duas cidades à Estação Eldorado do metrô.
Ninguém dá notícia do fato.
Até quando as autoridades públicas,
responsáveis pelo transporte de massa vão deixar de brincar com o povo, fazer
vistas grossas com o sofrimento de quem para sobreviver tem que utilizar um
serviço precário de deslocamentos, sabendo que verbas existem e não são
aplicadas em ampliação de linhas do metrô e reativação de quilômetros de
ramais ferroviários ociosos na Capital e cidades vizinhas.
Que tipo de protesto precisamos
fazer?
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*Guilherme Cardoso, ex-morador do Bairro Pompeia, é
jornalista e escritor. Autor de várias obras, destaca-se entre elas o livro No tempo dos capuchinhos, em que são
relatados fatos ocorridos no período em que Cardoso viveu nesta região. Fonte: http://guilhermecardoso.com.br/.
Contato com este blog: a.esplanada@yahoo.com

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